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Notícias sobre o Infarto - parte 1

Rádio Advento | 6:00 AM |


Estava viajando para o sul do país quando recebi um telefonema inesperado. Passei o celular para minha esposa e pela sua reação percebi que a chamada telefônica não trazia boas noticias. De fato, estavam nos informando que um amigo nosso com quem acabara de falar antes de seguir viagem, havia tido um ataque cardíaco e nada pode ser feito para reanimá-lo. 
Meses antes havia se submetido a uma angioplastia (desentupimento das artérias coronárias e colocação de um dispositivo para evitar que se fechasse novamente). Controles recentes haviam demonstrado que estava tudo em boas condições. Mas isso era apenas aparente. A doença das coronárias continuou e não houve tempo para uma segunda intervenção. 
Situações como essas se repetem a cada 2 minutos somente nos Estados Unidos onde encontramos um  dos maiores índices de ocorrência de ataques do coração.  NO Brasil se estima que ocorram cerca de 300.000 casos de infarto de miocárdio e quase um terço desse total vem a falecer anualmente em decorrência desses   ataques.
Outro fator que vem sendo observado que esta aumentando o numero de jovens vitimas de ataques. As causas que levam a esse aumento entre os jovens se deve provavelmente ao altos níveis de estresse associados a consumo de cigarros ou de drogas como cocaína que podem também levar a uma isquemia do miocárdio e conseqüente ao infarto. 
O infarto do miocárdio já era conhecido no inicio do século XIX e era considerado um  evento fatal. Pouca coisa se sabia sobre o assunto e o tratamento era praticamente inexistente. O único recurso para tentar melhorar a situação era manter o paciente em repouso por semanas, e proibido de realizar os mínimos movimentos.
Essas  medidas não podiam evitar que grande numero de pessoas enfartadas morressem. Como resultado de prolongada inatividade a circulação sanguínea se tornava mais lenta favorecendo a formação de trombose, que era a própria causa do infarto inicial. Melhor conhecimento do modo como ocorriam esses ataques e melhor tratamento surgiram quando da descoberta de técnicas capazes de visualizar as artérias coronária  através da angiografia.
Isso estimulou a busca de solução através de reparação cirúrgica das artérias enquanto não estivessem totalmente obstruídas. Assim surgiram as pontes de safena e posteriormente a angioplastia. A ponte safena foi pela primeira vez  pelo medico argentino René Favaloro em 1967 em Cleveland USA.  Desde então a cirurgia se tornou um evento comum para tentar diminuir a mortalidade e incidência  de novos enfartos.  Alguns  anos mais tarde surgiu a angioplastia. Trata-se de introduzir um cateter na artéria coronariana obstruída, e ao estar posicionada no local exato da obstrução, inflar um pequeno balão.
Este balão desloca para os lados a placa de gordura que esta obstruindo a passagem de sangue. É então  colocada uma pequena tela de aço no local para permitir a livre passagem do sangue. È um procedimento de mais fácil execução do que uma ponte de safena   mas tem menor duração de benefícios do que a ponte de safena.  
Cada  novo procedimento que é desenvolvido traz novas esperanças para os que sofrem dessas doenças e muitas dessas esperanças já se materializaram pelos bons resultados que vieram dessas  técnicas.  Novas técnicas estão sendo constantemente testadas  e certamente surgirão num futuro próximo.

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