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Para quem é a glória?

Rádio Advento | 3:10 AM |


eu_conseguiComo líderes humanos, somos geralmente líderes de barro. Carregamos dentro de nós a natureza pecaminosa que gosta de aparecer, de projetar-se e de atrair a atenção das pessoas sobre si. É algo quase inconsciente que requer vigilância permanente. 
A experiência de Moisés no deserto, é uma grande lição para os seres humanos em geral e para os líderes em particular.
A ordem que Deus dera a Moisés era falar com a rocha e esperar que Deus fizesse o grande milagre diante da multidão (Números 20:8), mas Moisés bateu na rocha e disse: “Eu farei sair água desta rocha”.
À primeira vista, poderia parecer que o erro do profeta estivesse no fato de bater na rocha, que era símbolo de Cristo, em lugar de apenas falar, como tinha sido a ordem. Mas a raiz do problema é mais profunda. Moisés estava atraindo a glória do fato para si, em lugar de tributar os louros para Deus.
Quem é o autor dos atos vitoriosos de nossa vida? Quem é o que produz os frutos? De onde vem a nossa força? Um momento, não responda! Você sabe que deve dizer que tudo vem de Deus, mas a pergunta não é para testar o que você sabe. É para ajuda-lo a meditar naquilo que você vive.
Se eu saio cada dia para o trabalho, simplesmente lendo com pressa esta meditação, se não separo tempo para passar a sós com Jesus e apesar disso me “porto bem” durante o dia, esse meu bom comportamento não é para a glória de Deus: é o fruto da minha força, é minha justiça, e a minha justiça é para Deus como trapo de imundícia.
A única maneira em que as vitórias da minha vida são para louvor de Deus é vivendo cada minuto em permanente dependência de Seu poder salvador e sustentador.
Você já percebeu que quando Jesus esteve na Terra, a grande maioria dos que O procuravam era gente aparentemente fracassada? Ali estavam os leprosos, cegos, paralíticos, ladrões, prostitutas. Essa gente simples e desprezada, que talvez nunca cumprira as promessas que fizera. Era gente que comprovadamente não conseguia viver uma vida moralmente correta por suas próprias forças. E era isso, justamente, o que levava esse povo a procurar Jesus. Aqueles que de alguma forma, com um pouco de domínio próprio e moralismo humano, podem viver uma vida exterior correta, não sentem necessidade de buscar  a Jesus. Vivem contentes com seus próprios frutos e levam todos os louros para si.
Que tipo de justiça é a nossa? Quem é que leva a glória dos frutos que aparecem em nossa vida? (Escrito pelo Pr. Alejandro Bullón).

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