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Notícias sobre o Infarto - parte 2

Rádio Advento | 9:38 AM |


Mais importante, porém, do que tentar deter a arteriosclerose das artérias seria evitar que elas adoeçam  O custo dos procedimentos cirúrgicos  é elevado e também não impede que a doença continue o seu curso de ação. Para prevenirmos  a ação da arteriosclerose, temos que focalizar as causas que levam ao seu desenvolvimento.
O desenvolvimento da arteriosclerose está associado ao deposito localizado de gorduras que circulam no sangue, principalmente gorduras saturadas e o colesterol.. Esse acúmulo vai formando uma espécie de pequeno nódulo ou placa que cresce para dentro dos vasos e vão diminuindo o seus diâmetros.
Além das gorduras saturadas provenientes principalmente de alimentos de origem animal e do colesterol, igualmente de fontes animal, outras fatores contribuem para o aparecimento e desenvolvimento das placas. É o caso do cigarro. Embora o cigarro não tenha nenhum vestígio de gordura ou colesterol em sua fumaça, mas as suas milhares de substancias tóxicas são fonte de irritação para a delicada parede dos  vasos.
O cigarro origina uma grande quantidade de radicais livres aumentando o estresse oxidativo e conseqüente agressão a células sadias do organismo. Nessas células afetadas, sobrepõe-se depósitos de colesterol e gordura iniciando assim  a obstrução. A falta de atividade física é outro fator que se associa com aumento de formação de radicais livres. Já foi comprovado que o sedentarismo pode nos afetar mais que o uso de cigarro.
Pessoas que fumam, e fazem exercícios regularmente, tem menos incidência d e doenças cardíacas do que os não fumantes, porem inativos. Da mesma forma atuam no organismo outros fatores de risco, como e estresse crônico. Através do aumento dos hormônios de estresse as artérias se tornam mais vulneráveis a ação das gorduras no seu interior. 
Formação das placas
A formação das placas de gorduras nas coronárias, no entanto, não é simplesmente o acúmulo de gorduras na superfície das artérias, mas uma reação inflamatória das células dos vasos sanguíneos no interior das paredes. Muitos estudos recentemente tem se concentrado sobre as reações inflamatórias do organismo e seu relacionamento com doenças crônicas como as cardiovasculares e mesmo o aparecimento de tumores malignos.
Tudo indica que há um mecanismo comum entre as varias doenças degenerativas que tem aumentado à medida que os fatores de risco se tem multiplicado na sociedade atual. Entre os muitos compostos do organismo capazes de desencadear reações inflamatórias encontramos o substancia conhecida com o código NF-kB ou fator nuclear kappa B, objeto de muitos estudos atualmente. Se for possível impedir a ação dessas substancia no processo inflamatório, talvez tenhamos como evitar o inicio das lesões. Existem já muitos substancias químicas antiinflamatórias que comprovadamente bloqueiam a ação da NF-kB, mas não é viável para uso em longo prazo pelos seus efeitos colaterais.
A boa noticia que temos nessa direção é que substancias bem menos sofisticadas, também o poder de diminuir a os estados inflamatórios crônicos do organismo. Vários estudos tem demonstrado que a substancia chamada quercitina presente entre outros na cebola tem o potencial de neutralizar os radicais livres e assim evitar a oxidação de substancias como o LDL, diminuindo a agressão aos vasos sanguíneos.
Assim como a quercitina presente na cebola na uva na maçã, brocoli temos uma infinidade de substancias presentes no reino vegetal que tem o poder  não somente de inibir a reações aterogênicas como ajudar a reverter as lesões já existentes. A Quercitina é apenas uma da muitas substancias que genericamente chamamos de flavonoides Esses flavonoides encontrados em um grande numero de alimentos, frutas e vegetais alem evitar a oxidação do LDL chamado de mau colesterol, também neutraliza os efeitos do LDL já oxidado.
Conclusão
Temos hoje um panorama muito favorável no que tange ao tratamento e prevenção das doenças cardio-vasculares que algumas  décadas atrás, sequer poderíamos imaginar. O avanço tecnológico foi muito grande, mas nos últimos anos temos aprendido muito como melhor prevenir essas doença e evitar que voltem uma vez contraídas.
O infarto do miocárdio e as doenças degenerativas dos vasos sanguíneos, não necessitariam ser uma da maiores causas de morbidade de mortalidade da atualidade. Hoje podemos perfeitamente associar às modernas técnicas de tratamento de lesões vasculares com medidas higieno-dietéticas, que certamente aumentará a eficiência desses procedimentos, bem como o seu resultado a longo prazo.

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