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“Louco!”

Rádio Advento | 5:24 AM |

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Do meio da multidão alguém pediu: “Mestre, ordene ao meu irmão que me dê uma porção justa da herança de família”.
Jesus respondeu: “O que o faz pensar que eu devo ser juiz ou mediador de vocês?”
Dirigindo-se ao povo, continuou: “Tomem cuidado! Protejam-se de todo tipo de ganância. A vida não é definida pelas coisas que vocês têm”.
Em seguida, contou esta história: “A fazenda de um homem rico produziu uma colheita extraordinária. Mas, preocupado, ele falou consigo mesmo: ‘E agora? Meu celeiro não é grande o bastante para guardar esta colheita’. Então, decidiu: ‘Já sei o que vou fazer: vou mandar derrubar meus celeiros e construir outros maiores. Guardarei ali toda a safra e, então direi a mim mesmo. Você fez bem! Acumulou o suficiente para se aposentar. Agora esqueça as preocupações e aproveite a vida!’
“Deus, então, apareceu a ele e disse: “Tolo! Você vai morrer esta noite!  E seu celeiro grande e abarrotado? Para quem ficará?”
“É isso que acontece quando você enche seu celeiro do próprio eu, não de Deus”. (Lucas 12:13-21, versão A Mensagem).
O homem precisa manter os bens em seu devido lugar. Ele tem que estar no mundo material, sem, porém, ser do mundo. É necessário dizer aos bens:
- Vocês não são a minha vida. Jamais serão. Existe uma enorme separação entre mim e vocês.
A existência da separação é provada por um fato simples: os bens não podem nem mesmo responder a essa afirmativa! Mas o homem rico pensava com tanta persistência e com tanta concentração em suas “posses” que a linha essencial da distinção entre ele e dele foi apagada. A vida dele perdera-se em seu ganha-pão… Ele não pensava em Deus. “Meus frutos, meus grãos” era assim que se referia a seus bens. Mas em que sentido eram dele? Poderia ele dar uma ordem para que a seiva percorresse a árvore, ou para que o solo se tornasse fértil? Será que o nascer do sol e o ocaso estavam sob seu controle? Seria a fidelidade no ciclo das estações um mérito dele? Se não houvesse chuva, não haveria riqueza: “O solo frutificou abundantemente”. Tudo que o homem podia fazer era seguir o curso das marés da natureza, que são mistérios infinitos de bênçãos, e referiu-se a tudo como “meu”! Ele mereceu o título que recebeu: “Louco!”  
(Escrito por George Buttrick)

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