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Não há desculpas para o pecado

Rádio Advento | 9:35 AM |

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O rei Acabe estava perturbado. Passava noites sem dormir. Não tinha paz no coração e quando teve a oportunidade de encontrar-se com o profeta Elias, o acusou: “És tu o perturbador de Israel?” A resposta de Elias foi que ele não tinha nada a ver com os  problemas de insônia do rei. Acabe estava colhendo os frutos de uma consciência culpada, mas não aceitava que a culpa estivesse com ele. Acreditava que era Elias o responsável por todos os seus problemas.
Este incidente nos mostra uma maneira muito comum de as pessoas lidarem com o problema da culpa. Podemos muitas vezes subestimá-la, convencendo-nos de que na realidade, não somos tão culpados. Alguns chamam isto de “racionalização”. Acontece de pelo menos três maneiras diferentes: 1. “Em comparação com o que outros fazem, este ato não é nada” ou “em comparação com o fulano, eu sou santo”. 2. “Minhas ações não estão erradas, os padrões é que são muito antiquados”. 3. “A culpa não é minha e sim dos outros”.
Ao longo da história humana, o homem tem tentado enfrentar o problema da culpa usando artifícios. Depois que os nossos primeiros pais pecaram no Éden, Adão culpou a mulher e Eva culpou a serpente. Ninguém quis assumir a culpa. É muito doloroso aceitar que somos culpados, tão doloroso que faremos o possível e o impossível para evitar o confronto com o nosso erro. Adão e Eva, não podendo culpar nenhum outro ser humano e não havendo tido meninice para culpar o s pais e não tendo dificuldades financeiras para culpar a falta de dinheiro ou o desemprego, culparam a serpente e indiretamente estavam culpando a Deus.
Existe hoje gente que condescende com perversões sexuais e culpa a Deus por ter “nascido assim”.
É verdade que a maneira como fomos criados ou alguma circunstância desfavorável, pode propiciar “tendências”, mas o ato pecaminoso, necessariamente e um ato volitivo. Pecamos porque queremos. Ninguém pode obrigar-nos a fazê-lo, se não quisermos. O diabo pode apresentar a tentação que quiser. Pode apelar a nosso passado, presente e futuro. Pode usar de todas as artimanhas que desejar, mas a única coisa que não pode fazer é obrigar-nos a pecar.
Quando chegarmos a entender o amor do Pai e Seu desejo de aceitar-nos e perdoar-nos, quando nos sentirmos amados como somos, então, de maneira natural brotará de nossos lábios a confissão, que é o fruto de algo maravilhoso que Jesus já fez em nosso coração. 
(Escrito pelo Pr. Alejandro Bullón).

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