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Mãe vende filho por 300 reais. Merece perdão?

Rádio Advento | 9:30 AM |

Filho e pai
Amor: Pai recupera filho vendido.

Um bebê foi vendido pela mãe por trezentos reais. O recém-nascido teria sido negociado pela internet e o dinheiros já tinha sido depositado na conta da mãe para comprar o enxoval do bebê e pagar uma cirurgia de laqueadura. A criança foi encontrada pela polícia em Glória de Dourados, no Mato Grosso do Sul e entregue para o pai. A mãe vai responder pelos crimes de abandono de incapaz e adoção ilegal. Já a outra mulher, por adoção ilegal e subtração de incapaz. Se forem condenadas, as duas podem cumprir pena de aproximadamente três anos, segundo o delegado. O fato ocorreu no dia 8 de novembro, noticia o site Meio Norte. A mulher que vendeu e a que comprou a criança merecem perdão?
Em Mateus 18:21 está a pergunta de Pedro: “Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes?” E no verso seguinte (22) Jesus lhe respondeu: “Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete.” 
“Setenta vezes sete” é tradução da expressão grega he-bdomekontákis heptá, que tanto pode ser traduzida por “setenta vezes sete” quanto “setenta e sete” A seguir, vejamos a opinião de comentaristas bíblicos:
Evidentemente, o número em si não é importante, pois é meramente simbólico. Qualquer das cifras [490 ou 77] se harmoniza com a verdade aqui ensinada, ou seja, que o perdão não é assunto de matemática, nem de regras ou leis, mas de atitude.
[...] Se o espírito de perdão move o coração, uma pessoa estará tão disposta a perdoar alguém arrependido pela oitava vez como esteve na primeira vez, ou na vez 491 como esteve na oitava. O verdadeiro perdão não está limitado por números. Além disso, não é o ato que vale, mas o espírito que o motiva.
Nada pode justificar um espírito não per-doador” (Comentário Bíblico Adventista dei Séptimo Dia, v. 5. Boise: Pacific Press Publishing Association, 1987, p.438).
Segundo os ensinos da literatura judaica, a regra observada entre os judeus era três vezes; e, quando Pedro falou em ‘sete vezes! como padrão possível, sem dúvida pensou que sua regra fosse extraordinariamente generosa. As citações [a seguir] ilustram a atitude dos judeus: ‘Se um homem pecar, a primeira vez eles o perdoam; a segunda vez eles o perdoam; a terceira vez eles o perdoam; mas da quarta vez não perdoam, de acordo com Amós 2:6 e Jó 33:29′ (T. Bab. Yoma, foi. 86:2. Mainon. Hilch. Teshuba, c. 3, sect. 5). E também: ‘Quem diz que cometeu pecado e se arrepende, eles o perdoam até três vezes, e não mais que isso’ (Aboth R. Nathan, c. 40, foi. 8).
A vingança ilimitada do homem [sem Cristo] cede lugar ao perdão ilimitado dos cristãos. O perdão é qualitativo, e não quantitativo” (R. N. Champlin, O Novo Testamento Interpretado, v. 1. São Paulo: Candeia, 1995, p. 472,473).
Sobre este assunto, importante é a lição ensinada por Jesus Cristo: O perdão não é questão de número, mas de atitude. Devemos perdoar quantas vezes forem necessárias (como Deus faz conosco).
Seja feliz!
J.Washington
Ozeas C. Moura

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