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Ronaldo quer ‘medida certa’. Qual é o melhor regime?

Rádio Advento | 2:49 AM |

Fenômeno

Ronaldo Luís Nazário de lima, 36 anos, ex-jogador de futebol. Pentacampeão do mundo. Dezenove meses depois de abandonar os campos e alguns quilinhos acima do peso, decidiu encarar no programa de TV ‘Fantástico’, o desafio de perder peso. Ronaldo, “o fenômeno” está motivado a cuidar mais da saúde e o telespectador precisa conhecer o melhor regime alimentar.
Atualmente, com os avanços da ciência e baseados em pesquisas realizadas na área científica e médica, vemos que o regime mais saudável que existe é o regime vegetariano. Este fato também é confirmado quando lemos os primeiros capítulos de Gênesis, que falam sobre a criação. Através da análise do relato da criação do mundo (Gn 1), em especial o momento em que o Senhor proveu a alimentação que seria adequada aos seres recém-criados, vê-se que a dieta original dada por Deus era vegetariana: Disse Deus: ‘Eis que lhes dou todas as plantas que nascem em toda a terra e produzem sementes, e todas as árvores que dão frutos com sementes. Elas servirão de alimento para vocês’” (Gn 1:29). Mas, então por quais motivos Deus permitiu a utilização da carne, conforme é citado em Gênesis 9:3: Tudo o que vive e se move servirá de alimento para vocês. Assim como lhes dei os vegetais, agora lhes dou todas as coisas” (Dt 12:15; 1 Rs 17:2-6)?
Um dos motivos pelos quais Deus permitiu o uso da carne foi por não haver vegetação sobre a face da terra, naquele momento. O Dilúvio havia destruído tudo. Não havia plantas nem cereais para a raça humana comer. Qual seria o alimento do homem? É claro que Noé não sairia comendo cobra, urubu, sapo, barata,  carne humana, etc. Noé conhecia muito bem quais eram os animais comestíveis e quais não eram, pois esta separação já havia sido feita há muito tempo atrás, antes do Dilúvio. Observe isto em Gênesis capítulo 7, versos 2 e 3 em diante. Ali em Gênesis 7 você já pode ver Deus “montando o estoque” das carnes que serviriam de alimento para Noé depois do Dilúvio, conforme ordenado em Gênesis 09.
O fato de Deus declarar a Noé que poderia comer de ‘tudo o que se move’, não significa que antes do dilúvio os homens não tenham comido carne. Também não significa que Deus aprova um regime cárneo, do contrário Ele teria incluído os animais dentre os alimentos do homem desde a criação. Ao criar a Terra, Deus proveu ao ser humano (e às outras criaturas) tudo aquilo que era necessário para sua subsistência e a carne não estava incluída entre estes alimentos necessários para a vida. Note que Sete, Enos, Cainã, Maalaleel, Jerede, Metusalém e outros antediluvianos descendentes de Adão que foram fiéis a Deus, viveram em média, mais de novecentos anos (Ver Gn 5:3, 8, 11, 14, 17, 20). Eles eram vegetarianos!
Noé viveu 950 anos (Gn 9:29). Seu filho Sem, viveu 600 anos (Gn 11:10-11). O neto de Noé,Artaxade, viveu 438 anos (versos 12-13); o próximo na descendência foi Sala, que viveu 433 anos (versos 14-15). Seu filho, Héber viveu 464 anos. O próximo na descendência, o filho de Héber,Pelegue, viveu apenas 239 anos. Que diferença! Contudo, após Deus permitir o uso da carne, foram sendo diminuídos os números de dias da existência humana, mesmo entre o povo de Deus. Não é interessante que, após quatro gerações dos filhos de Noé, a vida tenha diminuído tanto? Não é coincidência, mas um fato determinado por Deus. Essa foi a programação de Deus: transferir a longevidade do homem (ante-diluviano e vegetariano) de 800 anos para (pós-diluviano e comedor de carne)120 anos (Gn 6:3), o prazo máximo que alguém conseguiria viver atualmente.
Abraão recebeu uma visita muito especial. Eram mensageiros de Deus, que vieram dar uma mensagem especial ao patriarca. Como era de seu costume, ele pediu que sua esposa preparasse uma comida apetitosa, e falou ao seu empregado que tomasse um novilho para completar a refeição.Gênesis 18:6-7 – Abraão foi apressadamente à tenda e disse a Sara: “Depressa, pegue três medidas a da melhor farinha, amasse-a e faça uns pães”. Depois correu ao rebanho e escolheu o melhor novilho, e o deu a um servo, que se apressou em prepará-lo. O fato de anjos terem comido a refeição preparada pelo patriarca não significa que Deus tenha preferência por esse tipo de alimentação, ou que a considere como mais saudável. A princípio, Abraão não sabia que se tratavam de anjos, pois vieram em forma de homens, e como era muito hospitaleiro, procurou tratá-los da melhor forma possível.  Deu-lhes o melhor que possuía, um típico almoço daquela região.
Olhemos para a vida de Daniel e seus três amigos, Ananias, Misael e Azarias. Eles foram exilados para uma terra estranha, e foram escolhidos dentre todos os cativos para se apresentarem diante do rei.  O regime utilizado por Nabucodonosor, provavelmente era composto de muita carne, mas Daniel resolveu firmemente não se contaminar com as finas iguarias do rei. O chefe dos Eunucos achou muito estranha a decisão deles: “Disse o chefe dos eunucos a Daniel: ‘Tenho medo do meu senhor, o rei, que determinou a vossa comida e a vossa bebida; por que, pois, veria ele o vosso rosto mais abatido do que o dos outros jovens da vossa idade? Assim, poríeis em perigo a minha cabeça para com o rei” (Dn 1:10).
Ao que Daniel respondeu: “Experimenta, peço-te, os teus servos dez dias; e que se nos deem legumes a comer e água a beber” (Dn 1:12). No verso 15 lemos que a aparência deles era muito mais formosa e saudável que a de todos os outros, e ao final de três anos utilizando esse tipo de alimentação, natural, é dito desses jovens: “Então, o rei falou com eles; e, entre todos, não foram achados outros como Daniel, Hananias, Misael e Azarias; por isso, passaram a assistir diante do rei. Em toda matéria de sabedoria e de inteligência sobre que o rei lhes fez perguntas, os achou dez vezes mais doutos do que todos os magos e encantadores que havia em todo o seu reino” (Dn 1:19-20).
Quando seguimos o regime orientado por Deus desde o princípio, recebemos bênçãos sem medida. Ainda que sob um contexto e uma aplicação diferentes da nossa atualidade, o pensamento de Paulo também estava na direção de apoiar aqueles que não querem comer carne. Note (mesmo que num outro assunto) suas palavras: “É melhor não comer carne”. Mesmo que as Escrituras não proíbam o uso da carne, sabemos pela mesma que não usá-la é o ideal. Essa é uma questão individual, na qual cada um deve decidir, pois não se trata de um princípio ou ponto de salvação eterna.
Seja feliz!
J.Washington

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