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Os hormônios estão presentes em todo o organismo

Rádio Advento | 4:30 PM |

Eles regulam muitas funções, estão presentes em vários sistemas, são responsáveis por inúmeras sensações. Do que estamos falando?

Eles regulam muitas funções, estão presentes em vários sistemas, são responsáveis por inúmeras sensações. Estamos falando dos hormônios, substâncias químicas produzidas pelo organismo, e depois lançadas na circulação sanguínea ou nos tecidos, para produzir efeitos específicos nos órgãos do corpo.

Derivados de diferentes elementos – proteínas, lipídeos, peptídeos, aminoácidos, colesterol –, influenciam de forma determinante o cotidiano de cada pessoa. Quer ver? Controlam desde o crescimento e desenvolvimento do indivíduo até a maneira como o organismo utiliza e armazena energia para as atividades diárias.

Características sexuais, como a distribuição dos pelos, a formação dos músculos e a textura e espessura da pele, são atribuídas a eles, assim como o controle da pressão arterial – para citar outros exemplos. Até o bem-estar que você sente em determinadas situações tem a ver com esses elementos. Então, vale aprender mais sobre eles para tentar viver mais e melhor.

Para aqueles que acreditam que a tensão pré-menstrual é uma desculpa das mulheres, é importante saber que TPM existe como diagnóstico clínico no Código Internacional de Doenças (CID). A culpa é deles, os hormônios. Assim que termina a menstruação tem início a produção de estrógeno, que começa a cair após o 14º dia, ao mesmo tempo em que aumenta o volume de progesterona.

O quadro atinge de 30% a 40% do universo feminino e, para facilitar o diagnóstico e o tratamento, já foram descritos quatro tipos: A, em que predomina a ansiedade e suas consequências; C, em que é forte a compulsão alimentar (especialmente por doces e chocolate); D, com sintomas depressivos nos 15 dias anteriores à menstruação: e H, caracterizado por inchaço e dor nos seios, cefaléia, gases e incômodo nas pernas. Os tratamentos incluem de vitaminas e fitoterápicos até medicações mais potentes, como os antidepressivos.

Outro mito é o da melatonina, hormônio que vai caindo de produção com a idade, e que poderia ser resposta por suplemento e seria capaz até de reverter a passagem do tempo. Não há nada que comprove isso.
Sintetizada pela glândula pineal, a melatonina regula, sim, o relógio biológico do organismo e, por isso, preserva o desenrolar natural do sono, incluindo o tempo e a duração das fases. Com a idade, sua produção diminui. Embora tenha virado moda ingerir comprimido com o componente à noite, os médicos desaconselham tomar sem prescrição e acompanhamento.
A novidade da vez, a irisina, hormônio produzido, no músculo, no momento em que se pratica atividades físicas, está gerando muitas dúvidas. Ele ativa, em determinadas células do organismo, a termogênese, isto é, a produção de calor, o que acaba acelerando o metabolismo da gordura e levando ao consequente emagrecimento. Porém, uma terapia com esse hormônio ainda está longe da realidade: estudos com humanos começam apenas no ano que vem.

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