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Algumas pessoas não obtêm cura. Por quê?

Radio Advento | 9:00 AM |

Algumas pessoas, mesmo recebendo ajuda, têm mais dificuldade de obter ajuda.

Em qualquer grupo social e econômico encontramos pessoas que por mais que recebam ajuda e tenham oportunidades de obterem cura de seus sofrimentos, não conseguem. Isto é devido a um conjunto de fatores e, em especial, a escolha que fazem desde os primeiros anos de vida. A solução é dura para quem convive com alguém assim, pois ela tem que ver com aceitação do fato. E seguir sua vida adiante.

A história da humanidade tem mostrado que há um grupo de indivíduos que nunca muda. Infelizmente. De cada 100 esquizofrênicos, 25 nunca melhoram. De cada 100 pessoas que ingerem bebidas alcoólicas, em média 14 não podem beber uma gota de álcool se não só param quando estão completamente embriagados e dentre estes alguns jamais se recuperam. O mesmo ocorre em outras dependências químicas quando um grupo de indivíduos nunca interrompe o vício e morre nele.

Por que algumas pessoas não melhoram, não obtêm a cura? Não sei. Não há uma resposta simples e única. Por incrível que pareça algumas não querem a cura, pois ela envolve mudança de hábitos, forma de pensar e de agir e estes indivíduos preferem permanecer no que estão acostumados. É o que chamamos tecnicamente de ?ganho secundário?. A doença, para estas pessoas, trás um ?benefício?.

Há fatores genéticos já que pais e mães transmitem aos seus filhos suas características físicas e mentais. Mas a genética não explica tudo porque filhos de um mesmo pai e mesma mãe têm comportamentos diferentes. Então caminhamos para o que ocorre durante a vida infantil destes indivíduos e como eles reagem ao que ocorre. Fatores traumáticos durante a infância produzem alterações de comportamento que perduram por muitos anos ou até a vida toda em uma pessoa. Mas parece que a maneira como a pessoa reage ao que ocorre no seu ambiente é mais importante do que o que ocorre, no sentido de explicar por que um é de um jeito e outro de outro jeito no comportamento.

Cientistas verificaram que há em muitas pessoas sem recuperação lesões funcionais e alterações anatômicas no cérebro. Isto é outra causa da não cura. Geneticistas concordam que se deveria evitar casamentos entre parentes porque as alterações ou fragilidades genéticas podem combinar num bebê fruto de casamentos assim, ampliando a má-formação neurológica no embrião e a conseqüente disfunção no bebê.

Pessoas supercarentes parecem nunca se saciar com o que recebem. Por mais que se dá afeto, compreensão, ajuda variada a certas pessoas, elas nunca progridem. Permanecem numa dependência crônica. Algumas recebem demasiado cuidado por longo período de tempo de familiares e amigos, mas os avanços que elas conseguem são tão pequenos em proporção do que receberam ao longo de anos, que é incrível como vivem estagnadas.

É verdade que certos maus hábitos de saúde, vida sedentária, excesso de estimulantes visuais e auditivos (música agitada), poluição do ar, contaminação dos alimentos, dieta rica em gordura, consumo de açúcar refinado em produtos variados, falta de boa respiração e luz solar, um consumo quase nulo ou pequeno de água pura diariamente, tudo isto lesa o cérebro e faz com que ele não funcione de uma maneira que facilite a pessoa a tomar decisões importantes na vida. As escolhas e decisões tomadas ao longo da vida podem ser erradas se os cuidados físicos são errados. O discernimento mental tem muito que ver com o tipo de comida que comemos e bebida que ingerimos.

Portanto, a escolha ou a capacidade de decisão é fundamental para explicar uma maioria dos casos de pessoas que jamais melhoram. Estou falando de pessoas que tiveram alguma lucidez no passado.

Fomos criados com a capacidade de escolha. Temos livre arbítrio, ou a capacidade de raciocinar e decidir por esta ou aquela conduta. Mas por que algumas pessoas não escolhem o caminho da saúde? Isto é um mistério. Sabemos ainda muito pouco sobre a mente humana.

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