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Como contar ao seu filho que ele é adotado.

Rádio Advento | 5:00 AM |

Os pais de uma criança adotada se perguntam se devem dizer à criança que ele ou ela é adotado(a). Os psiquiatras de crianças e adolescentes recomendam que sejam os pais os que informem à criança a respeito da adoção. Por mais difícil que tenha sido os primeiros momentos da vida de uma criança, a verdade ainda é o melhor caminho, isto é um fato.

Quem deve contar?
As crianças devem inteirar-se sobre sua adoção da boca de seus pais adotivos. Isto ajuda que a mensagem da adoção seja positiva e permite que a criança confie em seus pais. Se a criança descobre sobre a adoção, intencional ou acidentalmente, da boca de outra pessoa que não seja a dos seus pais, pode ver a adoção com má ou vergonhosa, já que se manteve em segredo.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar que cada criança é diferente da outra, assim como cada família. Desta forma, não há como obter uma resposta padrão para essa pergunta. Mas existem várias dicas que podem ajudar a encontrar a melhor maneira para contar a seu filho que ele é adotivo.

Quando contar?
É importante que os próprios pais possam ir sentindo o momento ideal. Uma grande dica para tal é tentar introduzir o assunto a partir de perguntas formuladas pela própria criança. Então, no momento em que a criança começar a formular perguntas do tipo: “Mamãe, papai, como eu nasci?”, ou “Mamãe, eu vim de sua barriga?", será a hora certa.

É importante aproveitar todos os momentos para se tratar do assunto com naturalidade, isso é um grande recurso para que a verdade seja dita e não haja choque ou incômodo quando se falar sobre o assunto.

Assim como cada gestação e parto tem sua história e peculiaridades para se contar aos filhos, a adoção deve ser tratada também assim, naturalmente e de forma positiva, sempre que surgir oportunidade.

Contando com paciência e amor.
A criança aprende de uma forma diferente do adulto, até porque seu potencial cognitivo ainda não foi totalmente desenvolvido. Portanto, procure falar com o seu filho da maneira mais próxima da sua compreensão, mostrando-lhe claramente o quanto você desejou e esperou a sua vinda ao mundo. Afinal, a adoção é um grande ato de amor.

A idade ideal não está classificada pelos especialistas, pois cada momento na vida da criança é um momento diferente, o que se deve então é aproveitar as oportunidades em cada uma de suas fases e enfatizar sempre o lado positivo. Mesmo um bebezinho já recebe informações que os pais passam nos primeiros meses de sua vida.

Possíveis reações do filho adotado diante da verdade.
As crianças reagem de maneira diferente ao inteirar-se de que são adotados. Suas emoções e reações dependem de sua idade e do seu nível de maturidade.

A criança pode negar-se a aceitar que foi adotada e pode criar fantasias sobre a adoção. Frequentemente, as crianças adotadas se apegam à crença de que os deram porque eram maus ou podem crer que foram sequestrados. Se os pais falam com franqueza sobre a adoção e a apresentam de maneira positiva, é menos provável que se desenvolvam essas preocupações.

Todos os adolescentes passam por uma fase de luta pela sua identidade, perguntando-se a si mesmos como eles “encaixam” com sua família, com seus companheiros e com o resto do mundo. É razoável que o adolescente adotado tenha um interesse sobre seus pais naturais durante esta etapa. Esta curiosidade expressada é comum e não quer dizer que ele ou ela está rejeitando os pais adotivos. Alguns adolescentes podem desejar conhecer a identidade de seus pais naturais. Os pais adotivos podem responder-lhes que é correto e natural ter esse desejo. Aos adolescentes que questionam a respeito, deve-se dar, com tato e mediante uma conversa, apoio sobre a informação sobre sua família natural.

Problemas emocionais
A criança adotada pode desenvolver problemas emocionais e de comportamento. Estes problemas podem ser resultado, ou não, das inseguranças e assuntos relacionados com o “haver sido adotado”. Se os pais têm inquietudes, eles devem buscar ajuda profissional. Um psiquiatra de crianças e adolescentes pode ajudar a criança e aos pais adotivos.

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