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Qual é o seu papel?

Rádio Advento | 4:49 AM |


igreja_Quando comparamos as igrejas de hoje à planta original, fica obviamente claro que muitos desvios foram permitidos, os quais têm sido prejudiciais à vida da igreja. Através dos séculos, a igreja afastou-se gradualmente das provisões simples – que faziam dela, em seus primeiros anos, uma força poderosa e capaz de compelir – e entrou em terríveis distorções, que hoje têm-nos feito sofrer grandemente. O pensamento popular fixado sobre o edifício como um símbolo identificador e enfático foi posto sobre estruturas imponentes e catedrais maciças. No começo, “trabalhar na igreja” significa exercer um dom ou ministério entre o povo cristão, onde ele estivesse. Gradativamente, porém, passou a significar algum ato religioso dentro de um edifício.
Juntamente com isto, veio a transferência gradual da responsabilidade do povo para o que foi denominado de “o clero”, que é um termo derivado do latim clericus, referindo-se a um sacerdote. O conceito bíblico de que cada crente é um sacerdote perante Deus foi-se perdendo, e emergiu um grupo especial de supercristãos, procurado praticamente para todas as coisas, o qual passou a ser designado como “o ministério”…
Quando o ministério foi, deste modo, deixado aos profissionais, nada ficou para o povo fazer, a não ser vir à igreja e ouvir. Foi-lhes dito que é sua responsabilidade trazer o mundo para a igreja-edifício, a fim de ouvir o pastor pregar o evangelho. Logo, o cristianismo tornou-se um mero esporte para espectadores, muito semelhante à definição de futebol: 22 homens no campo, precisando desesperadamente de descanso, e 20.000 homens nas arquibancadas, precisando desesperadamente de exercício!
Esta distorção antibíblica colocou o pastor sob uma carga insuportável. Eles têm-se provado totalmente inadequados para a tarefa de evangelizar o mundo, aconselhar os angustiados e abatidos de espírito, ministrar aos pobres e necessitados, libertar os oprimidos a aflitos, expor as Escrituras, e desafiar as forças do mal entrincheiradas num mundo de crescente escuridão. Eles não foram feitos para isto…
Nada é mais desesperadamente necessário do que voltar à dinâmica da Igreja Primitiva.
Novamente, é o corpo inteiro de salvos que deve atender ao trabalho do ministério, equipado e dirigido por homens dotados e capazes de expor e aplicar as Escrituras com tal sabedoria que até o último crente descubra e comece a exercitar o dom ou dons que o Espírito Santo lhe tenha concedido. Todo o corpo, então, agita-se com o poder da ressurreição. A coragem e o poder tornam-se, outra vez, a marca registrada da igreja de Jesus Cristo. (Extraído da obra Body Life, deRay C. Stedman)
Fonte : Amilton Menezes

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