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Por que mulheres se perdem mais do que homens?

Rádio Advento | 5:00 AM |

Quem nunca ouviu dizer que as mulheres se perdem com mais facilidade do que os homens porque, lá no tempo das cavernas, elas ficavam em casa enquanto eles saiam pelas redondezas para explorar o espaço e procurar comida? Essa justificativa se baseia em processos evolutivos [fictícios] para explicar que a natureza fez dos homens seres mais capazes de chegarem à festa de fim de ano da empresa sem precisar recorrer ao Google Maps. Mas, e se esse tipo de pensamento estiver incorreto e equivocado? Afinal, se os homens realmente possuem um gene ou outro tipo de mecanismo biológico que os faz mais bem localizados, em algum momento da história da humanidade esse elemento teria que ser compartilhado com as mulheres. Pensando nessa questão, o neurocientista e biólogo evolucionista Justin Rhodes fez um vídeo divertido e muito explicativo em que derruba esse mito [finalmente, alguém admite que histórias “das cavernas” podem ser mito] e explica quais são os reais motivos que fazem com que homens e mulheres sejam diferentes quando o assunto é localização.

E a explicação é muito simples: testosterona. No organismo masculino, o hormônio seria responsável por alguns efeitos colaterais. Entre eles, estariam a acne, a calvície e algumas pequenas alterações nas partes do cérebro que são responsáveis pela localização. De acordo com o pesquisador, isso é suficiente para que os homens tenham alguma vantagem na hora de chegar a um local desconhecido.

No entanto, o pesquisador deixa claro que esse fator não é determinante e é possível encontrar mulheres que se localizam com mais facilidade do que os homens. De qualquer maneira, se eles realmente tiverem vantagem nesse assunto, nunca é demais lembrar que é apenas por acaso, por um deslize da natureza [sic].


Nota:(Jornalista Michelson Borges) As diferenças entre homens e mulheres não são, portanto, fruto da fictícia e mitológica história das cavernas. Mas seriam apenas “deslizes da natureza”, como sugere Rhodes? Como é biólogo evolucionista, o pesquisador não vai admitir que a complementaridade dos gêneros aponta, sim, para design inteligente e proposital. Ele vai preferir sempre (a menos que reconheça seu erro) optar pelo acaso e pelo “deslize” como “explicação”. Mas o problema aumenta quando se consideram outros tipos de diferenças e complementaridades, como as diferenças sexuais, por exemplo. Qual a origem dos sexos? Como puderam “surgir” sistemas reprodutores tão diferenciados e tão plenamente compatíveis? Outro “deslize da natureza”?

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