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Número de espécies é exagerado

Rádio Advento | 8:30 AM |


Os temores de que a maior parte das espécies de animais e plantas da Terra se extinguirá antes de ser descoberta pela ciência são “alarmistas”, concluiu um estudo internacional publicado [na] semana [passada] na revista Science. Cientistas examinaram as estimativas de que haveria 100 milhões de espécies em todo o mundo e que elas estariam desaparecendo a uma taxa de 5% por década, o que significa que desapareceriam antes de os pesquisadores terem a chance de identificá-las. No artigo, cientistas de Nova Zelândia, Austrália e Grã-Bretanha informam que os cálculos se baseiam em uma avaliação superestimada de quantas espécies ainda seriam desconhecidas. Segundo os autores, cerca de 1,5 milhão de espécies de animais e plantas já foram catalogadas, e modelos estatísticos demonstram que o número total existente seria mais próximo dos cinco milhões do que dos 100 milhões.

O estudo também reduz as taxas de extinção a menos de 1% por década, um quinto do nível dos cálculos anteriores. “Nossas descobertas são, potencialmente, uma boa notícia para a preservação da biodiversidade global”, afirmou o principal autor, Mark Costello, da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia. “Superestimar o número de espécies na Terra é contraproducente, porque pode fazer as tentativas de descobrir e preservar a biodiversidade parecerem desanimadoras. Nosso trabalho sugere que isso está longe da verdade”, acrescentou.

Costello afirmou também que a pesquisa reforça a previsão de que todas as espécies da Terra poderiam ser identificadas nos próximos 50 anos, particularmente porque o número de taxonomistas – cientistas que descrevem novas espécies – está aumentando. “Nomear uma espécie dá reconhecimento formal à sua existência, tornando muito mais fácil a preservação”, declarou o cientista. [...]


Nota:(Jornalista Michelson Borges) Superestimar o número de espécies na Terra é “contraproducente” também porque dava a impressão de que a biodiversidade era muito maior do que de fato é (cinco milhões para 100 milhões de espécies!). Levando-se em conta que muitas espécies podem ser classificadas simplesmente como resultado de “microevolução” (ex.: lobo/cães), esse número sem dúvida seria ainda mais reduzido. Essa conclusão tem muitas implicações. Uma delas pode ser esta, relacionada com a pergunta clássica “Como Noé conseguiu acomodar milhões de espécies animais na arca?”. Bem, quem disse que ele precisou acomodar as “espécies” atuais (e não apenas os “tipos básicos” criados por Deus)? E quem disse que eram tantas “espécies” assim? Biólogos do passado disseram...

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