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Mulheres se destacam em cargos de chefia

Rádio Advento | 9:30 AM |

Estudos de comportamento mostram que mulheres tendem a se sacrificar mais no trabalho para ascender na carreira


 
As mulheres, depois de muita luta, conseguiram conquistar seu espaço no meio dos homens e ganharam respeito nesse meio, mas é nítido que mesmo nos dias de hoje, em pleno século XXI, elas ainda tem que se sacrificar para ascenderem em suas carreiras.
A mulher sempre foi vista como aquela responsável por cuidar da casa, dos filhos e do marido e conciliar tudo isso com a carreira profissional na grande maioria das vezes não é tarefa fácil para elas. Mesmo assim, elas não perdem o rebolado e aceitam esse desafio.
Uma pesquisa comprovou que está aumentando a presença das mulheres que ocupam cargos de chefia em empresas no Brasil nos últimos anos. O problema desse aumento é que na grande maioria dos casos, essas mulheres optam por deixar a vida pessoal de lado e dedicam-se inteiramente a carreira.
De acordo com uma pesquisa feita recentemente, o percentual de mulheres em cargos de presidência, diretoria ou gerência que não têm filhos é de 40% - o de homens, 19%. A proporção de executivas com apenas um herdeiro (44%) também é maior que entre seus pares masculinos (29%).
Já a quantidade de executivas separadas ou solteiras nos altos escalões é de 35%, sendo que a carreira foi o principal motivo para a separação (64%). O percentual de executivos separados ou solteiros é de 14%.
A explicação para tantas mulheres separadas ou solteiras está exatamente no fato de que essas mulheres passaram a se dedicar a profissão e ganhar destaque em cargos de chefia, porém, elas ainda tendem a não abrir mão dos papéis que lhe são atribuídos, como cuidarem da casa, da família e do relacionamento e é nesse ponto que as coisas se complicam.
Conciliar todas essas funções acaba se tornando uma missão difícil e boa parte dessas mulheres acaba insatisfeita com a sua distribuição de tempo sendo que apenas uma porcentagem muito pequena delas consegue se dedicar a atividades de lazer, por exemplo. Já no caso dos homens, os números se sobrepõem, o que comprova que eles conseguem conciliar seu tempo muito mais do que as mulheres.
Mesmo assim, se questionadas sobre a possibilidade de abandonar a carreira para se dedicar mais a família, essas profissionais respondem que não abririam mão da profissão.
"Elas se sentem apaixonadas pelo que fazem, apesar da 'culpa'", diz Betania Tanure consultora e pesquisadora da PUC-Minas.
A dedicação dessas mulheres não é algo obrigatório e sim prazeroso e por isso elas não abrem mão de suas conquistas e como as mudanças ao longo do tempo só tendem a crescer, isso ainda acontecerá muitas vezes dentro da classe feminina.

com informações de: Folha São Paulo - (UOL)

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