E quando chega a hora de cuidar dos pais?


Algumas situações também podem ser constrangedoras tanto para os pais quanto para os filhos como quando os pais precisam fazer uso de fraldas ou passam a depender de alguém para dar banho e os filhos nunca viram seus pais nus anteriormente. São adaptações que precisarão da sensibilidade e da boa vontade das duas partes – do pai e da mãe para aceitarem que estão tendo necessidades que antes não tinham e que, para que continuem tendo uma vida com saúde e com qualidade, precisam receber ajuda dos filhos. Os filhos também precisam entender
que precisarão organizar melhor o tempo a fim de darem atenção às necessidades dos pais além das suas próprias necessidades e de sua família atual.

Pais e filhos que tiveram um relacionamento mais carinhoso e presente ao longo da vida naturalmente terão mais proximidade no final da vida. Do contrário, pode ser muito difícil filhos que tiveram seus pais ausentes, autoritários ou agressivos terem que cuidar deles na terceira idade, porque isto gera sentimentos muito conflitantes de frustração, culpa e raiva.
Por mais que o idoso necessite de ajuda, a maioria deles prefere permanecer na própria casa, recebendo ajuda lá mesmo. Isto porque para qualquer pessoa, a casa é uma referência de lembranças de vida e envolve muitos sentimentos e pode ser bastante difícil para a pessoa idosa ter que sair do local onde ela se sente bem, segura, e ter que se mudar para outro local, apesar de algumas situações exigirem isto.

Por outro lado, o cuidado excessivo também é um risco. É importante que os filhos saibam exatamente o que os pais conseguem fazer e que não façam isso por eles. A superproteção envelhece e adoece o idoso porque ele passa a se sentir menos útil e com menos vigor quanto tudo é feito por ele. Portanto, o importante é equilibrar as necessidades e o que ainda é possível de ser feito pela própria pessoa.
Por Thais Souza.
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