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A modéstia cristã e o cumprimento da lei

Rádio Advento | 4:30 AM |


Já falamos aqui, por diversas vezes, sobre modéstia cristã. De igual modo, falamos muito, também, sobre o cumprimento da lei. Hoje, convido você a uma reflexão um pouco mais profunda sobre a relação que existe entre a modéstia cristã e o cumprimento da lei.
Para iniciarmos essa reflexão, pergunto: o que significa cumprir a lei de Deus?
O apóstolo Paulo nos responde essa pergunta de forma direta – “Porque toda lei se cumpre em um só preceito, a saber: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” Gálatas 5:14
Então temos uma nova questão: Qual a relação entre modéstia cristã e amor ao próximo (cumprimento da lei)?
1. O princípio da modéstia cristã no ensina a abstermo-nos de gastar dinheiro com adornos desnecessários. No professo mundo cristão gasta-se com jóias e vestidos desnecessariamente caros o que seria suficiente para alimentar todos os famintos e vestir todos os nus. A moda e a ostentação absorvem os meios que poderiam confortar os pobres e sofredores. Roubam ao mundo o evangelho do amor do Salvador. …” Mensagem aos Jovens, p. 351. Os recursos financeiros que Deus nos confiou devem ser usados para a manutenção da Sua obra nessa terra e salvação de almas. Às vezes, os cristãos preocupam-se mais em comprar roupas e adornos do que em alimentar e vestir os necessitados. Não medem esforços em gastar com adornos desnecessários e supérfulos, mas não têm a mesma disposição em ajudar aqueles que estão sedentos por auxílio material e espiritual. Desviam os recursos divinos para alimentarem sua vaidade e ostentação e negligenciam a missão, destinando ao próximo o que sobra, quando sobra.
2. O princípio da modéstia cristã nos ensina a usarmos um “adorno espiritual”. “O enfeite delas não seja o exterior, no frisado dos cabelos, no uso de jóias de ouro, na compostura dos vestidos; Mas o homem encoberto no coração; no incorruptível traje de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus.” I Pedro 3:3-4. O “adorno espiritual”, o incorruptível traje de um espírito manso e quieto, é demonstrado na forma de tratarmos as pessoas. “A lição se aplica aos crentes em todas as eras. “Pelos seus frutos os conhecereis.” Mat. 7:20. O adorno interior de um espírito manso e quieto é inestimável. Na vida do verdadeiro cristão o adorno externo está sempre em harmonia com a paz e a santidade internas. “Se alguém quiser vir após Mim”, disse Jesus, “renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-Me.” Mat. 16:24. O sacrifício e a negação do eu assinalarão a vida do cristão. E a evidência de que o gosto está mudado será vista no vestuário de todo aquele que anda na vereda aberta para os redimidos do Senhor.” Atos dos Apóstolos, p. 523. Por mais que pareça estranho, um coração abnegado, um caráter manso e humilde, um cristão que vive para servir (a Deus e ao próximo) reflete esse adorno interior na abstinência do adorno exterior, na simplicidade do vestir. Um coração vaidoso tem muito pouco espaço para abnegação e serviço desinteressado em prol do próximo.
3. O princípio da modéstia cristã nos ensina a vivermos como canais de bençãos e não pedras de tropeço ou motivo de escândalo. “Assim que não nos julguemos mais uns aos outros; antes seja o vosso propósito não pôr tropeço ou escândalo ao irmão.” Romanos 14:13. “Mas, qualquer que escandalizar um destes pequeninos, que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma mó de azenha, e se submergisse na profundeza do mar.” Mateus 18:6. “Por isso, se a comida escandalizar a meu irmão, nunca mais comerei carne, para que meu irmão não se escandalize.” I Coríntios 8:13. Esses versos mostram um pouco da seriedade com que Deus trata o testemunho que damos aos que nos cercam. Não devemos escandalizar nossos irmãos com nossas práticas. Apesar da salvação ser individual, devemos cuidar em não sermos pedras de tropeço para aqueles que desejam seguir a Deus. Muitas vezes, o princípio da modéstia cristã é tratado como “nada a ver”, “não é ponto de salvação”, e, a partir desses equivocados pensamentos, o testemunho do verdadeiro cristianismo fica prejudicado. Leia com atenção o relato a seguir de Ellen White:
“Uma irmã que passara algumas semanas em uma de nossas instituições em ______, disse que ficou muito desapontada com o que vira e ouvira ali. … Antes de aceitar a verdade, seguira as modas do mundo na sua maneira de trajar-se, e usara jóias de valor e outros ornamentos; mas ao decidir obedecer à Palavra de Deus, notou que seus ensinos exigiam dela o abandono de todo adorno extravagante e supérfluo. Foi ensinada que os adventistas do sétimo dia não usam jóias, ouro, prata ou pedras preciosas, e não seguem, no vestuário, as modas mundanas. Ao ver entre os que professam a fé um tão grande afastamento da simplicidade bíblica, sentiu-se perplexa. Não possuíam eles a mesma Bíblia que ela estivera estudando, e com a qual ela se empenhara por conformar a vida? Fora a sua experiência passada um mero fanatismo? Interpretara mal as palavras do apóstolo: “A amizade do mundo é inimizade contra Deus. Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus”. Tia. 4:4.
A Sra. D, que exerce uma função na instituição, estava certo dia de visita no quarto da irmã _______, quando esta tirou de sua mala um colar e corrente de ouro, e disse que queria vender essa jóia e entregar o produto à tesouraria do Senhor. Disse a outra: “Por que o vende? Eu o usaria, se fosse meu.” “Ora!” respondeu a irmã ______, “quando eu aceitei a verdade, foi-me ensinado que devemos abandonar todas estas coisas. Sem dúvida elas são contrárias aos ensinos da Palavra de Deus.” E citou a sua compreensão das palavras dos apóstolos Paulo e Pedro, sobre esse ponto: “Que do mesmo modo as mulheres se ataviem em traje honesto, com pudor e modéstia, não com tranças, ou com ouro, ou pérolas, ou vestidos preciosos, mas (como convém a mulheres que fazem profissão de servir a Deus) com boas obras.” I Tim. 2:9 e 10. “O enfeite delas não seja o exterior, no frisado dos cabelos, no uso de jóias de ouro, na compostura de vestes, mas o homem encoberto no coração, no incorruptível trajo de um espírito manso e quieto.” I Ped. 3:3 e 4.
Como resposta, a senhora mostrou um anel de ouro que tinha no dedo, que lhe fora presenteado por um incrédulo, e disse pensar que nenhum mal haveria em usar tais ornamentos. “Não somos tão estritos como antes”, disse. “Nosso povo tem sido escrupuloso demais no tocante ao assunto do vestuário. As senhoras desta instituição usam relógios de ouro e correntes de ouro, e vestem-se como as outras pessoas. Não é bom procedimento o ser singular quanto ao nosso vestuário; pois não podemos exercer muita influência.”
Perguntamos: Está isso em conformidade com os ensinos de Cristo? Temos nós de seguir a Palavra de Deus, ou os costumes do mundo? Nossa irmã decidiu que o mais seguro era seguir a norma bíblica. Gostarão a irmã D e outras que procedem de maneira idêntica, de enfrentar o resultado de sua influência, naquele dia em que todo homem receberá segundo as suas obras?
A Palavra de Deus é clara. Seus ensinos não podem ser confundidos. Obedecer-lhe-emos, tal como Ele no-la deu, ou buscaremos desviar-nos o máximo possível e não obstante ser salvos? Oxalá todos quantos estão vinculados às nossas instituições recebam a luz divina e sigam-na, habilitando-se, assim, para transmitir luz aos que andam em trevas.
A conformidade com o mundo é um pecado que está minando a espiritualidade de nosso povo, e seriamente prejudicando a sua utilidade. Inútil é proclamar ao mundo a mensagem de advertência, enquanto a negamos nas realizações da vida diária. Review and Herald, 28 de março de 1882.” Evangelismo, p. 270-272. (grifo nosso)
Seguir o princípio da modéstia cristã está intimamente relacionado ao cumprimento da lei que se reume em amar ao próximo como a mim mesmo. Seguindo o princípio da modéstia cristã, o coração do cristão é muito mais disposto a empregar recursos materiais em prol do próximo, a praticar o verdadeiro amor (pois seu adorno está num caráter que reflete o amor de Jesus) e a testemunhar do verdadeiro evangelho – um evangelho que salva, transforma e exige abnegação.
Maquiagem, jóias, esse ou aquele tipo de roupa… se ainda pensamos sobre essas coisas como “nada a ver” ou “não é ponto de salvação”, precisamos urgentemente repensar nosso cristianismo. Estamos aqui neste mundo com um propósito nobre. Fomos chamados para sermos raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamarmos as virtudes daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz (I Pedro 2:9). Nossa vida não nos pertence. Foi comprada por alto preço! Não podemos usar algo única e exclusivamente porque agrada nosso coração vaidoso. Tudo em nós deve refletir o cristianismo que professamos. O mundo precisa conhecer o Deus que conhecemos. Jesus foi modesto, humilde e despretencioso. Nosso adorno deve ser o caráter de nosso Salvador! Somente assim, refletindo o Mestre em Seu abnegado caráter, poderemos amar aos que nos cercam e cumprir a Sua lei.
Que Deus nos abençoe e nos transforme!!!
Fonte : Mulher Adventista

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