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Você gosta do amor ou da pessoa?

Rádio Advento | 9:30 AM |

Descubra se o que você sente é realmente amor ou apenas uma paixão momentânea.

É diferente você gostar de uma pessoa e gostar do sentimento de gostar ou do sentimento de apaixonar-se. Há pessoas viciadas em ?amor?. Elas sentem que precisam estar ?amando? alguém para que a vida faça sentido. Mas parece, na verdade, que elas vinculam-se mais com sua própria sensação de gostar do que com outro indivíduo. Trata-se de um problema ou conflito de vínculo.
Este vício com a paixão pode ser uma forma de não lidar com a dor. Alguém disse que ?toda paixão é uma ilusão? e explica que na paixão vemos mais o que queremos ver do que o que existe na realidade do outro. Apaixonamos-nos pela imagem que criamos dentro de nós. E à princípio parece que a outra pessoa se encaixa perfeitamente nesta imagem, até que vamos vendo que há, na verdade, uma diferença entre a ilusão da imagem que está em nossa cabeça sobre a outra pessoa e a realidade do que esta outra pessoa é.
É justamente neste ponto que pode começar o amor. Ou não. Porque o amor maduro começa (somente) quando acaba a paixão cega e obsessiva. Este amor pode começar dependendo de como a pessoa irá lidar com a frustração pela queda da ilusão. Pode sobrar algum afeto ou pode não sobrar nada. E parece que, infelizmente, uma maioria (especialmente jovens e adultos jovens) muda de paixão para paixão (começando e terminando relacionamentos um atrás do outro) porque não quer abrir mão do desejo de desejar a própria paixão ou romance. Não está disposta (ou preparada?) a abrir mão da adicção ou vício de romances. Típico dos modelos doentios de novelas de TV.
Portanto, há pessoas apaixonadas pela paixão. Pessoas que são viciadas em ?amar? ou em ?apaixonar-se?. Então, para elas o que mais importa não é, na verdade, a outra pessoa por quem ela se diz apaixonada, mas o próprio sentimento forte que sente. Paixão pela ?adrenalina? pessoal. É como algumas pessoas que adoram esportes radicais. Eles amam a sensação de adrenalina no corpo. Será um tipo de narcisismo bioquímico? Ou sentir que estar vivo é estar no perigo?
Buscar a sensação de ?adrenalina? que dá prazer (?barato?) pode ser uma maneira inadequada de aliviar a ansiedade, o que faz a pessoa afastar-se ainda mais de sua identidade (pessoas movidas pela paixão podem ter dificuldade de saberem quem elas são de fato). Mas quando será que a pessoa irá, finalmente, lidar com sua dor interior, que produz a ansiedade que ela tenta aliviar de maneira ?apaixonada?, de uma forma construtiva para, aí sim, obter alívio, serenidade, maturidade emocional, paz interior, equilíbrio, felicidade? Só quando ela parar com a negação, quando chegar no ?fundo do poço?, quando ver que está perdendo tudo que realmente importa na vida, quando sentir a morte perto pela overdose, quando ficar na miséria material, emocional, moral, espiritual, quando decidir procurar ajuda. Alguns nunca mudam e morrem na negação, infelizmente. E eles são responsáveis pela sua irresponsabilidade.
As pessoas são responsáveis pelo que fazem, não importando o que foi feito com elas. Há um momento em que escolhemos este ou aquele comportamento. Para fugir da dor e cair no prazer ilusório, ou para enfrentá-la e pegar o caminho da liberdade e serenidade. As pessoas são responsáveis pelo que fazem. E são responsáveis por procurar ajuda. E não têm o direito de ficar machucando os outros por suas escolhas insensatas, movidas pela fissura de sentimentos.

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