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Problemas Emocionais: Idéias para uma Auto-Análise

Rádio Advento | 9:30 AM |

Quer fazer uma auto-análise e encontrar resolução para seus problemas emocionais?

Existe doença física (diabetes, asma, artrite, câncer, gastrite, etc.) e também emocional, a qual é tão real quanto a outra. Na verdade, corpo e mente sempre se relacionam juntos.
Sofrimentos emocionais têm que ver com conflitos nos relacionamentos humanos, especialmente ligados à família de origem ou originados no casamento, no trabalho, etc. Há uma queixa principal que pode ser tristeza, choro fácil, irritabilidade, pânico, insegurança, muita angústia, desânimo, apatia, compulsões, nervosismo, medo, e a pessoa pode não saber a causa ou crer que sabe, mas não como resolver o problema.
Deve-se entender que algo está produzindo a queixa atual, que pode ser algo do presente, do passado ou ambos. Eventos do presente (pressão no trabalho, conflito conjugal, problema com filho, etc.) podem desencadear sofrimento grande por tocar na ?ferida emocional? já existente na mente da pessoa originada no passado, recente ou longínquo.
Para pesquisar-se a causa dos sofrimentos emocionais atuais é necessário investigar o que chamamos de ?conflito psicodinâmico? ? o que está vivo na mente da pessoa, consciente ou inconsciente, mal resolvido. Tomar remédio sem resolver isto só mascara o problema.
Quer entender a origem dos sofrimentos emocionais? Analise alguns aspectos relacionados com eles. Primeiro tente identificar qual é o pior para você. O que realmente incomoda neste problema? Não generalize tipo: ?Meu marido não me ama.?, ?Ninguém me entende.?, ?Sou muito nervosa.?, ?Estou muito inseguro.? Reflita sobre a queixa e dê um nome ao problema pior. Exemplo, um conflito conjugal pode ser descrito assim: ?Sempre que falo de afeto com meu marido, ele pensa que preciso de algo material. Isto me faz sentir não compreendida porque queria falar de comunicação afetiva entre nós dois.? Se é um problema de insegurança, você pode descobrir e identificar sua relação com solidão ao longo da infância quando seus pais trabalhavam e você ficava o dia todo só com a babá.
Em seguida lembre quando seu problema começou. Faz tempo? Tem uma data de início? Se sim, o que houve na ocasião ou em torno dela? Alguém que você amava, morreu, afastou-se, lhe traiu? Descreva como este problema interfere em sua vida. Prejudica sua concentração? Gera insônia? Produz ansiedade? Deprime? Irrita? O quê?
Já fez algo para solucioná-lo. Tentou de novo? Tentou o suficiente? O que não tentou ainda? Valoriza-se pelos esforços realizados? Falou com a pessoa? Pediu explicações? Fez reparações necessárias? Expressou sua zanga sem destratar? Colocou limites? Evita brigar inutilmente? Teve coragem de expor a opinião que tem direito de ter? Consegue ficar mais independente? Explica demais? Tem dificuldade de dizer ?não?, sobrecarregando-se? Age com prepotência? Explode facilmente? Reparou em que situações seu sintoma ocorre mais frequentemente? Há um ambiente onde ele surge? Tem relação com alguma pessoa? Ou quando toca em algum assunto difícil?
Qual o sentimento ligado ao seu problema emocional? Culpa? Medo? Ansiedade? Tristeza? Vergonha? Ódio? Indiferença? O que faz quando se sente assim? Foge? Agride? Revida? Chora? Grita? Tem dor de barriga, enxaqueca, diarréia, tosse, manchas vermelhas na pele, sudorese excessiva, perde o apetite, come demais, tem tiques nervosos, dor nas costas, herpes, ardência no estômago, pressão arterial alta, tontura, etc. Quando não conseguimos expressar alguma emoção importante pela palavra, ela pode sair pelo corpo.
Consegue expressar sentimentos genuínos ligados aos seus conflitos sem se sentir pior depois? Treine isto. Não é fácil expressar sentimentos fortes de forma equilibrada. Temos que aprender. Podemos aprender. Não depende de cultura, talvez nem de nenhum doutor, nem de farmácia, mas de boa vontade para aprender com a vida, da mente aberta para perceber e de sua decisão de mudar para melhor.
O que você quer alcançar? Não vale dizer: ?Quero me sentir feliz.?, ou ?Quero que meu marido me ame.?, ou ?Quero que meu filho me obedeça.?. Estas são respostas muito genéricas. Especifique porque assim você permite a si mesmo encontrar soluções e resolver com a pessoa do seu conflito o problema de maneira mais clara, honesta, produtiva. Faça um relatório por escrito dessa auto-análise. Isto ajuda bastante, mais do que só pensar.

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