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E, então, adulteramos

Rádio Advento | 3:54 AM |


Um homem e uma mulher, os dois são evangélicos. Ele é membro de uma igreja histórica. Ela é membro de uma igreja renovada. O homem é casado e a mulher é solteira. Não eram crentes comuns. Os dois haviam consagrado suas vidas a Deus.
O casamento de 9 anos do homem casado não caminhava bem. Estava enfermo. Sem cuidado. Sem tratamento. Sem enfrentamento. Entregue ao deus-dará. Se terminasse, terminou. Se acontece com todo mundo, por que não aconteceria com ele? É quase mais fácil descasar que casar.  Para casar é preciso namorar e noivar. Para descasar é preciso brigar e separar. Para casar é preciso convidar e reunir padrinhos, parentes e amigos. Para descasar, basta dar tchau à mulher que não mais se ama e cair fora ou manda-la embora. Quanto aos filhos, a melhor solução é: vamos ver como é que fica.
A vida de solteira da mulher solteira não era das mais bem sucedidas. Ela gostava de provocar. Um short bem short e um decote bem decotado faziam-lhe bem. São recursos que a natureza concedeu à mulher para serem usados com sucesso em certas ocasiões.
Quanto à vida espiritual, os dois não iam bem. Havia folhas, mas não havia frutos. Como a figueira que Jesus amaldiçoou (Mateus 21:18-19). Pois nem o homem nem a mulher cometem adultério de uma hora para outra. Antes do adultério vem o relaxamento devocional. Antes do adultério a soberba se instala no coração: ela sempre antecede a queda (Provérbios 16:18). Eles não estavam devidamente amarrados ao Senhor, nem o homem tradicional nem a mulher pentecostal. O pendor agora não era para o Espírito, mas para a carne. Mesmo sabendo que o pendor da carne dá para a morte, e o pendor do Espírito dá para a vida e paz (Romanos 8:6). O homem casado e a mulher solteira não estavam mais negando-se a s i mesmos, nem tomando a sua cruz dia a dia, nem seguindo a Jesus (Lucas 9:23). A loucura tomou conta deles.
Mesmo casado, mesmo pai de filhos, mesmo trabalhando na seara do Senhor, o homem casado reparou na mulher solteira. Mesmo formada em teologia, mesmo se candidatando às missões, mesmo sabendo que o homem casado era casado, a mulher solteira reparou no homem casado. Um dia ele a deixou ciente de que tinha interesse nela. No mesmo dia ela o deixou ciente de que tinha interesse nele. E o processo continuou. Engrossou. Foi passando por cima de tudo: do temor do Senhor, do matrimônio, da família, da vocação, da reputação, dos compromissos, dos escrúpulos, da consciência que reunia as últimas forças para dar os últimos gritos. A vontade da carne esmagou tudo, da mesma forma como aquele trator da Praça da Paz Celestial passou por cima dos estudantes chineses em Pequim.
Aí não houve mais jeito. Os pés do homem casado e da mulher solteira não estavam mais no plano, onde ainda havia opção entre o aclive e o declive. A esta altura os dois estavam no declive e em grandevelocidade. Não tinham mais como parar. E não pararam.
Ao contar sua história, o homem casado deu só mais um detalhe: “E, então, adulteramos”.
Se alguém está dentro de um processo semelhante, mas ainda não alcançou o declive final nem a velocidade final, pare enquanto há tempo. Fuja das circunstâncias. Volte atrás. Procure auxílio. Confesse os erros já cometidos. Clame pela misericórdia divina. Acredite na intervenção de Deus.
Os que já desceram o declive todo e caíram dentro de um tremedal de lama (Salmo 40:2), podem ser retirados de lá pela graça e pelo poder de Deus.
Fonte : Novo Tempo

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